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Maneira de ver a Vida.
Oii pessoal, tudo bem?
Um dia, li em um grupo do Facebook um assunto que ficou muito polêmico, porém, importante na vida da mulher: a gravidez. Não vou entrar no tópico porque o que me chamou mais atenção, foi um comentário assim "famílias iguais de comercial de margarina não existe."
Me incomodou de uma tal forma, demorei algumas horas pra tentar entender o porque de eu não concordar nem um pouco com isso.
Lá vai eu entrar na minha vida real, cavoucando aqui, ali, mil lembranças vindo à tona, momentos difíceis, os fáceis, os legais, etc...Resolvi arriscar e sim, minha família é igual de comercial de margarina, mas do nosso jeito.
Família é quem por uma força maior veio próximo à nós. Pode ter algum motivo, as vezes não. Cabe á nós não julgar e sim aceitar, mas aceitar mesmo, sabe? Sem mágoa, sem criticas.
Tenho na minha família pessoas que tem atitudes que eu "julgo" ser errado, ser fora do normal, de cogitação e por aí vai, porém, não sou a dona da razão e não tenho direito de exclui-lo do ciclo familiar, tenho apenas que aceitar. Existem "N" razões e motivos que algumas pessoas nos dão para não termos afinidade, não termos o telefone marcado, não sabermos de cabeça o número de telefone e afins, mas, vale lembrar que aos olhos de alguns nós também demos motivos para não lembrarem nosso aniversário, nosso número, não existir interesse em saber se estamos bem. Se é de propósito? não tem como saber. As vezes fazemos de propósito, as vezes sem querer e os outros não são diferentes de nós nesse quesito, entendem?
Aqui se encaixa um texto do Reacreditar :
Deixa passar. Certas coisas não compensam sabe? Não compensa esquentar a cabeça e muito menos o coração. Ás vezes temos que simplesmente ignorar e deixar pra lá, não vale a pena se desgastar por qualquer coisinha atoa. Ás vezes temos que deixar algumas palavras serem esquecidas, deixar alguns momentos somente no passado e deixar algumas coisas simplesmente passarem. Temos que parar de fazer drama por qualquer coisinha. A gente já está crente de saber que as pessoas não foram feitas para nos agradar e muito menos para nos corresponder. A gente tem que dar atenção para o que realmente importa, para o que faz bem, para o que motiva a nossa alma, para o que vale a pena, e tem que deixar de lado toda essa baboseira de ficar sofrendo por quem a gente sabe não merece a gente, por quem a gente sabe que não compensa, que não vale a pena. Tem que deixar de lado toda essa negatividade, todo esse orgulho, todo esse sofrimento desnecessário! Deixa essa angustia passar e dar espaço para o que vale realmente a pena chegar e ficar. Deixa passar, deixa o vento levar isso embora e deixa o tempo te fazer aprender que não compensa sofrer. Deixa passar, certas coisas não valem a dor que causam.
Escrito por : Bárbara Flores.
Decidi colocar esse texto, porque se encaixa em alguns momentos da vida, né? Não só familiar. Digo por mim, me fez lembrar de amigos(as), primas(os), ex-namorados, entre outras pessoas. Aí que esta, em todos os momentos da nossa vida, vão existir pessoas e pessoas cabe a nós ter opinião, saber pra onde queremos ir e pronto, quando vamos ver, passou um bom tempo e não é mais qualquer coisa que nos abala.
Iniciei o post falando de família porque passei por essa experiência, demorei um pouco pra entender que família não é sinônimo de perfeição, nós não somos e não podemos cobrar isso de ninguém. Existem aqueles que queremos sempre próximos, aqueles que não e tudo bem, isso não é pecado, faz parte da vida de muitos.
E com todos problemas, cada um com seu jeitinho, eu falo "Tenho uma família igual do comercial de margarina", hoje depois de muitos altos de baixos aprendemos a nos respeitar, cada um com seu defeito mas mesmo assim respeitando o espaço do outro. Não cobramos nada de ninguém, nas datas comemorativas que hoje juntos decidimos ser as mais importantes nos unimos, quem quer vim vem, quem não quer tudo bem, queremos juntos quem estiver se sentindo bem.
Espero que essa minha reflexão ajude, que dê pra entender.
Sorry pelo post grande, hahaha .. prometo aprimorar mais minhas reflexões pra que fique mais direto e menor.
Obrigada pela atenção, até mais!
Beijão
Por aí, no Mundo.
Oi Pessoal, como estão?
Vim hoje aqui contar um pouco da minha primeira viagem sozinha.
Bom, eu sempre gostei de viajar, de conhecer novos lugares, a brisa do mar é envolvente, me trás Paz e muito amor.
Como eu disse no post das minhas metas, as coisas na minha vida, nunca foram muuuito bem planejadas. A maioria é uma ideia, um sonho e tufi, faço de tudo pra colocar em prática.
Dessa vez não foi diferente, em abril de 2010 eu iria tirar férias e não achei uma pessoa pra viajar nem nada, de tanto pensar e repensar resolvi pesquisar destinos e como viaja sozinha(?). Depois ler muito, ficar sabendo de todos os cuidados que preciso, como contabilizar meus dias, comprinhas e tudo mais, lá foi eu escolher o destino exato. Fiquei em dúvida entre Floripa, Natal e Maceió, enfim escolhi Maceió porque era um destino dentro do meu orçamento, no pacote disponível ainda tinha uma tarde em Aracaju - Sergipe e outro dia na Foz do Rio São Francisco, em Piaçabuçu - AL, ou seja? Dias à mais do que os outros destinos.
Foi uma das melhores decisões da minha vida, tudo bem que eu tinha apenas 19 anos, mas com essa idade temos uma base das vontades que passam aqui dentro, né? Porém, tudo que passei foi fundamental pro crescimento da minha personalidade e caráter, estar longe de tudo e todos da nossa rotina, ao mesmo tempo carregando todo amor, educação, disciplina que aprendi ao longo do meu crescimento, e estar ali, sem conhecer ninguém a única saída foi colocar tudo em prática.
Não foi fácil convencer minha mãe, precisei explicar cada passo planejado que eu iria dar lá. Mas vendo minha convicção, minha força de vontade ela foi amolecendo e vendo também que, acima de tudo, ela fez uma filha pro Mundo, né? Nunca exitei(mesmo doendo em mim) em deixa claro isso pra ela. Tenho minha vida e ela a dela, tenho minhas vontades e ela, as dela. O respeito sobre isso, nasceu daí.. mostrei que estava na hora de vira mulher, colocar em prática tim-tim por tim-tim dos ensinamentos de todos.
No Hotel onde fiquei, tinham duas mulheres sozinhas também e eram do meu grupo(Ôh sorte!), então ao nos deixarem no Hotel, deu pra fazer amizades, fechar passeios, jantares, etc. Foram dias intensos de aprendizados sobre criar afeto com desconhecidas, quisermos dividir tudo que dava, então praticar a solidariedade, muitas vezes deixar de lado algum detalhe, e também tem a convivência intensa com outros sotaques, manias e experiências.

Em um passeio vivenciei em um local de muita pobreza do nosso Brasil, coisas que eu costumava chamar de "idade da pedra" lá ainda existe. O monitor não deixou tirar fotos, descemos na feirinha sem máquinas. Eram crianças de 4, 5 anos vendendo produtos para os pais, enquanto eles estavam dentro de casa(eu um pouco tonta perguntei na maior cara de pau). Entrei em uma casa, onde as condições pra nós que temos tudo que queremos, - seja por ganho de seus pais, ou que nem eu, de trabalhar alguns anos - não aceitaríamos tão fácil. Pra nós pode ser mil coisas, mas, pra eles é uma coisa normal, tipo o "se vira com o que tem", saca? E por aí foi, meu coração se enchendo de orgulho da vida que eu levo, da família que tenho, do local onde moro, parei de reclamar por falta de chance, oportunidade e ajudas. Comecei a agradecer por cada detalhe bonito do meu dia, hoje dou valor a cada "empurrãozinho" que Deus me da nos dias difíceis, a cada notícia ruim sei que já já vira uma boa pro recomeço.
Mudei, hoje sorrio mais, levo a vida tranquila, respeitando cada um com sua vontade e forma de viver.
Vamos ver mais algumas fotos?
Infelizmente tenho só mais algumas fotos dos passeios, viajar sozinha tem seus pontos negativos e um deles é a hora da foto! Não temos nenhuma mãe, tia, prima, amiga ou namorado(Mesmo com seu jeito torto) pra podermos tirar umas 4 em cada lugar ~só pra garantir~. Por incrível que pareça, é tããão dose depender de alguém na hora das fotos, que descartei quase 8 porque eu não estava na foto. Ah, mas pra que eu sair na foto, né? Nem precisa! Rs..
Tenho mais viagens na bagagem, antes de postar, gostaria de saber o que estão achando, perguntas, o que devo falar mais e afins. Deixem nos comentários??
Tem mais novidades vindo aí, resolvi investir no Blog!! Uhú!
Obrigada pela atenção e Até mais!
Beijos.
Vim hoje aqui contar um pouco da minha primeira viagem sozinha.
Bom, eu sempre gostei de viajar, de conhecer novos lugares, a brisa do mar é envolvente, me trás Paz e muito amor.
Como eu disse no post das minhas metas, as coisas na minha vida, nunca foram muuuito bem planejadas. A maioria é uma ideia, um sonho e tufi, faço de tudo pra colocar em prática.
Dessa vez não foi diferente, em abril de 2010 eu iria tirar férias e não achei uma pessoa pra viajar nem nada, de tanto pensar e repensar resolvi pesquisar destinos e como viaja sozinha(?). Depois ler muito, ficar sabendo de todos os cuidados que preciso, como contabilizar meus dias, comprinhas e tudo mais, lá foi eu escolher o destino exato. Fiquei em dúvida entre Floripa, Natal e Maceió, enfim escolhi Maceió porque era um destino dentro do meu orçamento, no pacote disponível ainda tinha uma tarde em Aracaju - Sergipe e outro dia na Foz do Rio São Francisco, em Piaçabuçu - AL, ou seja? Dias à mais do que os outros destinos.
Foi uma das melhores decisões da minha vida, tudo bem que eu tinha apenas 19 anos, mas com essa idade temos uma base das vontades que passam aqui dentro, né? Porém, tudo que passei foi fundamental pro crescimento da minha personalidade e caráter, estar longe de tudo e todos da nossa rotina, ao mesmo tempo carregando todo amor, educação, disciplina que aprendi ao longo do meu crescimento, e estar ali, sem conhecer ninguém a única saída foi colocar tudo em prática.
Não foi fácil convencer minha mãe, precisei explicar cada passo planejado que eu iria dar lá. Mas vendo minha convicção, minha força de vontade ela foi amolecendo e vendo também que, acima de tudo, ela fez uma filha pro Mundo, né? Nunca exitei(mesmo doendo em mim) em deixa claro isso pra ela. Tenho minha vida e ela a dela, tenho minhas vontades e ela, as dela. O respeito sobre isso, nasceu daí.. mostrei que estava na hora de vira mulher, colocar em prática tim-tim por tim-tim dos ensinamentos de todos.
No Hotel onde fiquei, tinham duas mulheres sozinhas também e eram do meu grupo(Ôh sorte!), então ao nos deixarem no Hotel, deu pra fazer amizades, fechar passeios, jantares, etc. Foram dias intensos de aprendizados sobre criar afeto com desconhecidas, quisermos dividir tudo que dava, então praticar a solidariedade, muitas vezes deixar de lado algum detalhe, e também tem a convivência intensa com outros sotaques, manias e experiências.

Em um passeio vivenciei em um local de muita pobreza do nosso Brasil, coisas que eu costumava chamar de "idade da pedra" lá ainda existe. O monitor não deixou tirar fotos, descemos na feirinha sem máquinas. Eram crianças de 4, 5 anos vendendo produtos para os pais, enquanto eles estavam dentro de casa(eu um pouco tonta perguntei na maior cara de pau). Entrei em uma casa, onde as condições pra nós que temos tudo que queremos, - seja por ganho de seus pais, ou que nem eu, de trabalhar alguns anos - não aceitaríamos tão fácil. Pra nós pode ser mil coisas, mas, pra eles é uma coisa normal, tipo o "se vira com o que tem", saca? E por aí foi, meu coração se enchendo de orgulho da vida que eu levo, da família que tenho, do local onde moro, parei de reclamar por falta de chance, oportunidade e ajudas. Comecei a agradecer por cada detalhe bonito do meu dia, hoje dou valor a cada "empurrãozinho" que Deus me da nos dias difíceis, a cada notícia ruim sei que já já vira uma boa pro recomeço.
Mudei, hoje sorrio mais, levo a vida tranquila, respeitando cada um com sua vontade e forma de viver.
Vamos ver mais algumas fotos?
Infelizmente tenho só mais algumas fotos dos passeios, viajar sozinha tem seus pontos negativos e um deles é a hora da foto! Não temos nenhuma mãe, tia, prima, amiga ou namorado(
Tenho mais viagens na bagagem, antes de postar, gostaria de saber o que estão achando, perguntas, o que devo falar mais e afins. Deixem nos comentários??
Tem mais novidades vindo aí, resolvi investir no Blog!! Uhú!
Obrigada pela atenção e Até mais!
Beijos.
Olá Pessoal,
Como estão?
Eu sempre vou atrás das coisas quando me da na telha, é sempre difícil me programar, organizar e tudo mais. Isso em relação à tudo na minha vida, estudo, vontades, viagens.. sempre sai de última hora.
Nesse fim de ano, estava pensando em começar a me organizar com ideias que venho vendo aqui na blogsfera, um dia desse vi no blog Bárbara e da Camylla uma listinha com metas, aderi a ideia, simples, fácil e objetiva, vamos conferir!?
Como estão?
Eu sempre vou atrás das coisas quando me da na telha, é sempre difícil me programar, organizar e tudo mais. Isso em relação à tudo na minha vida, estudo, vontades, viagens.. sempre sai de última hora.
Nesse fim de ano, estava pensando em começar a me organizar com ideias que venho vendo aqui na blogsfera, um dia desse vi no blog Bárbara e da Camylla uma listinha com metas, aderi a ideia, simples, fácil e objetiva, vamos conferir!?
1. Terminar de arrumar meu "canto" no quarto.
2. Levar minha mãe pra andar de avião pela primeira vez.
3. Fazer inglês.
4. Entrar para a ONG Patas Therapeutas.
5. Fazer mergulho.
6. Programar e fazer acontecer uma viagem
internacional.
7. Tirar CNH.
8. Fazer um piquenique.
9. Decidir um curso para cursar na faculdade.
10. Manter/Terminar meu tratamento psicológico.
11. Fazer novas amizades.
12. Me importar menos.
13. Iniciar um projeto fotográfico no blog.
14. Ler mais livros.
Tenho mais planos na minha mente, mas, vamos começar do início, né? Ficar com muitos pensamentos, nem sempre cumprimos todos.
Amei 2013, mesmo com esse meu jeito bagunçado de viver, realizei muitos sonhos, superei muitos medos, por mim ele não precisa acabar tão rápido assim(risos).
E vocês, fizeram alguma listinha/metas? Me conte!
Beijão, Até mais!
E vocês, fizeram alguma listinha/metas? Me conte!
Beijão, Até mais!
Superação - Parte 1
Olá Pessoal,
Como
passaram o final de semana?
Lembram que
no último post eu disse que já havia um no forno? Pois então, ele esta cru e
preciso desabafar, então aquele ali deixamos pra já já, tudo bem?
Pra nos entendermos melhor:
Na
apresentação falei da educação que meu Pai me deu, citei também, que sei o nome
da recepcionista da minha psicóloga, lembram? Pronto! Aí que está, nesse detalhe que
hoje trato com ela, é MUITO presente na minha vida, quero(e preciso!) desabafar hoje.
Vamos lá, previa, meu pai sempre foi o Tio mais querido por minhas amigas e amigos, ele me buscava na escola, pegava minhas duas melhores amigas e nos levava no Mc Donalds. Íamos ao shopping a cada nota boa que eu tirava, ganhei meu primeiro celular bem nova, todo aniversário eu ganhava a festa que parava a família, etc. Não quero enfatizar o lado material, mas antes de ganhar cada coisa, havia muito afeto, conversa, eu tinha que mostrar merecedora de cada coisinha, a futilidade em casa nunca existiu, graças a Ele mesmo. Conto mais sobre a criação um pouco pra frente.
Voltando, há 10 anos de novo, eu com 13 anos.
Minha mãe
desconfiou de algumas atitudes do meu Pai, sem demonstrar nada, colocou Bina em
casa, detetive atrás dele (que coragem!). Como se não bastasse, a empresa onde ele
trabalhava faliu, veio problemas, falta de dinheiro, nosso patamar de vida era
alto e foi decaindo bem rápido e eles foram fazendo dividas enormes. Minha mãe ali, apoiando, fez tudo que precisou
para ajudá-lo, fez artesanato pra vender e assim fomos vivendo. Eis que a
bebida entrou em ação e destruiu o pouco que tínhamos. Antes de qualquer coisa,
minha mãe sentou conosco, explicou que o Papai havia errado muito nos últimos
tempos e que eles iriam se separar pra ele poder viver a vida dele da forma que
bem entendesse, com outra. Foi(e ainda é!) MUITO difícil de aceitar, como meu
Pai havia feito tantas coisas e não conversou comigo? Porque outra? Porque isso? Ele que sempre disse que sem conversa, ninguém vive de verdade, que devemos esclarecer tudo, um detalhe
pode mudar muitas coisas e tchanam, esse “detalhe” não esclarecido, mudou a
minha vida.
Enquanto a
separação oficial não saiu, meu pai dormia no sofá que eu tinha no meu quarto, algumas
das vezes alcoolizado. Isso doía, mas eu
o aceitava(e ainda aceito sem recriminar), pensava igual ele ensinou, cada um tem suas atitudes porque tem seus
motivos, devemos respeitar. E então eu respeitei em silêncio. Acho que aí foi o
erro, eu poderia ter falado o que eu sentia, mas não.
Daí em
diante, meu subconsciente criou uma ilusão onde, o “herói” esta passando por
alguns problemas, enquanto isso, vou ajudando minha mãe. Tivemos que sair de
casa, fomos pra um apartamento emprestado, ali passamos maus bocados, passamos meses comendo só hambúrguer(é pecado, mas hoje não consigo nem olhar) e feijão, só. Meu
pai aparecia de vez em nunca, e quando isso acontecia, era chapuletada(com toda
razão!), cadê dinheiro? Cadê comida? Precisamos ao menos pagar o condomínio. Só
que pra mim, foi sofrimento triplo, o da minha mãe, o meu, e dele, porque sempre
foi nítida a tristeza profunda que ele vivia, por tudo, por principalmente ter
perdido o controle de sua vida e minha vontade de sentar, conversar continuava
a flor da pele.
Em silêncio me mantive.
Passou um
tempo, minha avó sofreu acidente, não sei bem dizer se já havíamos mudado ou se
foi na transição. Fraturou a bacia, teve coágulo na cabeça, ficou internada por um bom tempo, quando teve
alta já estávamos no AP, lembro-me de ajudar a trocar as fraldas dela. Perai
gente, aquela senhora linda, meiga, que dançava no baile 2x por semana, que
cuidou de mim e das netas, fez muita gemada, etc, agora ali, naquela cama, tão magra que era fácil pega-lá no colo, sem
ao menos pode ir ao banheiro sozinha? E aí me deparo com uma dor imensurável,
minha mãe recém traída, o ex-marido entrando no alcoolismo, ela procurando
emprego e ver a mãe dela naquele estado? Eu e minha
eterna mania de querer sofrer junto!
Fomos levando
aos trancos e barrancos.
Próximo ano,
era mudança pro Colegial e mudança de escola pra uma que tivesse a série de manhã,
porem, não tive escolha nenhuma, tive que ir na mesma da minha irmã pra economizar condução. As vezes meu pai
nos levava e nos buscava, tudo com dinheiro que minha avó(sua mãe dava).
Minha mãe
arrumou emprego, as coisas pareciam melhorar, tínhamos que sair do AP
emprestado, minha mãe achou uma casinha bem pequena, mudamos, ela trabalhando e
intercalando nas filas do Hospital público, pra poder cadastrar minha avó para receber
fisioterapia e tratamento psicológico. Eis que foi dando certo, respiramos fundo, tudo estava
melhorando.
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